quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Parlamentar acusa protestantes do Rock in Rio de emaconhados e de serem pequena parcela da população


Protesto espontâneo no Rock in Rio parece não ter agradado José Sarney. Durante a apresentação do grupo Capital inicial no evento, o vocalista Dinho ouro preto dedicou a música "Que Páis é Este", escrita por Renato Russo na década de 70, ao atual presidente do Senado e ex-presidente do Brasil. O ato de Dinho foi apoiado em massa por aqueles que assistiam o evento ,o público prontamente se dispós a protestar com o coro 'Hey! Sarney Vai tomar no Cú.”

Um dos motivos principais do protesto foi a atitude do Superior tribunal de Justiça em anular as provas da Polícia considerando ilegal as interceptações telefônicas feitas, com autorização judicial. O que beneficiou Fernando Sarney, filho do senador que fora indiciado por: tráfico de influência, formação de quadrilha, desvio e lavagem de dinheiro em 2009. Tal atitude do Superior Tribunal de Justiça. Tal decisão atrapalhou investigações feitas até o momento.

Em discurso na Assembléia legislativa, o deputado estadual Magno Barcelar, vice-líder do Governo de Roseana Sarney no Maranhão e aliado do Senador, afirmou que aqueles que xingaram Sarney durante o show do Capital Inicial no Rock in Rio são drogados e emaconhados e ainda ressaltou que estes representavam uma pequena "minoria da população". “Barcelar é o mesmo parlamentar que defendeu Sarney quando este foi flagrado utilizando helicóptero da polícia do Maranhão, na época Barcelar disse que “Sarney não era pessoa qualquer” e questionou “ Queria que o presidente (Sarney) fosse andar de jumento? Enfrentar engarrafamento?

Em novo discurso o parlamentar ainda afirmou que vai propor uma moção de repúdio contra a banda de Brasília que iniciou tal protesto dedicando a música num ambiente onde "tem criança, tem jovem, tem tudo" .E ainda complementou: "Muitos dos metaleiros vão ali drogados , emaconhados e de certa forma são uma pequena minoria da população, 100 mil habitantes para se utilizar da boa vontade das pessoas ali presentes". Após manifestações do plenário  o parlamentar afirmou que a moção de repúdio também será destinada diretamente ao vocalista Dinho ouro Preto.

“Este cidadão, alterado sabe-se lá por quais motivos, disparou palavrões não apenas contra o presidente Sarney, mas também contra o público. Foi uma total falta de respeito e educação. Diante deste fato, irei sim, apresentar uma moção de repúdio contra este cantor.”

Será que Barcelar acha que a população é ingênua a ponto de esquecer o domínio de anos da família Sarney do Maranhão e os atos realizados pelo senador do momento atual desde a época que este foi presidente da nossa Pátria e causou a maior crise que o Brasil até hoje conheceu? Tal protesto em grande evento teria vindo de "emaconhados" ou de cidadãos que finalmente decidiram realizar o ato do protesto, conforme o direito que a  nossa constituição prevê, de forma lúcida e indignada?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Conceito Sartreano de Liberdade


Partindo do pressuposto de que a liberdade constitui-se num dos principais problemas da nossa civilização, pois diz respeito aos limites da vida coletiva.
Para Sartre, o exercício da liberdade nas ações de escolher o que fazer é sempre intencional, é sempre movido por uma vontade consciente dos princípios norteadores dessa escolha e dos fins e conseqüências dessa ação. Na ação livre, o homem é consciente dos princípios de sua ação, porém, e isto é fundamental na obra sartreana, não existem princípios prontos que sirvam de guia para a escolha humana, em outras palavras, não existem valores morais nos quais se possa fundar a ação humana. Cito:

[...]A realidade humana não poderia receber seus fins, como vimos, nem de fora nem de uma ‘pretensa’ natureza interior. Ela os escolhe e, por essa mesma escolha, confere-lhes uma existência transcendente como limite externo de seus projetos. [...] Portanto, é o posicionamento de meus fins últimos que caracteriza meu ser e identifica-se ao brotar originário da liberdade que é minha. E esse brotar é uma existência; nada tem de essência ou propriedade de um ser que fosse engendrado conjuntamente com uma idéia. Assim, a liberdade, sendo assimilável à minha existência, é fundamento dos fins que tentarei alcançar, seja pela vontade, seja por esforços passionais.[...]
Na vida social, a convivência EU-OUTRO constitui-se numa luta pela supremacia da liberdade:

[...]pode acontecer que, pela própria impossibilidade de identificar-me com a consciência do outro por intermédio da minha objetividade para ele, eu seja levado a me voltar deliberadamente para o outro e olhá-lo. Nesse caso, olhar o olhar do outro é colocar-se a si mesmo em sua própria  liberdade e tentar, do fundo desta liberdade, afrontar a liberdade do outro. Assim, o sentido do preterido conflito será deixar às claras a luta de duas liberdades confrontadas enquanto liberdades[...]. 

O Outro é, para a minha ação livre, um mal, pois a liberdade do Outro limita a minha e, mais ainda, é um  mal do qual não posso me libertar, pois o outro faz parte do meu Eu, da minha consciência e da minha ação Cito:

[...]Mas se é verdade que o desejo é uma consciência que se faz corpo para apropriar-se do corpo do outro, apreendido como totalidade orgânica em situação com a consciência no horizonte, qual será a significação do desejo [...] A resposta será fácil se pensarmos que, no desejo, faço-me carne na presença do outro para apropriar-me da carne do outro[...] 

Assim, para realizar meus desejos e minha liberdade, devo fazer do outro um meio, um simples objeto da minha ação livre:

[...]Coloca-me, pois, no último grau de objetividade, no momento mesmo em que posso me crer uma subjetividade absoluta e única, posto que sou visto sem sequer poder experimentar o fato de que sou visto e sem poder me defender, por meio deste experimentar, contra meu ´ser visto´. Sou possuído sem poder voltar-me contra aquele que me possui. Na experiência direta do  Outro enquanto olhar, defendo-me experimentando o Outro, e resta-me a possibilidade de transformar o Outro em objeto[...] 

 (Jean-Paul Sartre.)


Uma nova idelogia

A voz da Liberdade é um Jornal voltado a questões que são ignoradas pela nossa nação porém totalmente relevantes para o desenvolvimento desta Pátria, que tem sido tão maltratada pela atual forma governamental que tem aproveitado a ignorância da nossa gente para criar uma implícita ditadura que vem a cada dia dominando nos mais e mais.

Buscamos neste espaço conscientizar o nosso povo além de expressar nossa indignação perante pontos que são censurados devido a questões que a população infelizmente julga mais importantes e que deveriam ser devidamente debatidas.

Nosso objetivo e não se calar e mostrar a realidade que realmente deve ser mostrada e há muito tempo mascarada. E reagir perante a um sistema que tem massacrado o povo brasileiro. E mostrar que nos brasileiros não estamos acomodados de forma alguma com a situação que vivemos e sim cheios de esperanças num Brasil melhor.


Rosa Luxemburgo

                         Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e                                           totalmente livres!!!